Há pacientes que merecem atendimento especial por apresentarem dificuldade na sua mobilidade. Outros ainda podem apresentar alterações sistémicas, neurológicas, comportamentais e genéticas, exigindo que os profissionais tenham a perceção de que seu atendimento exige diferenciação.

Estas pessoas têm uma necessidade aumentada para o cuidado preventivo dentário; para prevenção de cárie e doenças periodontais. A maioria destes pacientes não apresenta plena capacidade de realizar dos seus cuidados bucais necessitando da ajuda de demais pessoas. A participação de familiares ou responsáveis nestes cuidados é fundamental para o sucesso do tratamento odontológico e para promoção da saúde bucal do paciente.

Quanto maior o grau de dependência do paciente, mais atenção o cuidador deve ter à higienização e aos cuidados preventivos. A primeira abordagem deve ser composta de uma aproximação com o paciente e familiares assim como o conhecimento das condições médicas preexistentes. Salienta-se que muitos destes pacientes apresentam complicações orgânicas.

O melhor atendimento exige uma integração das áreas da medicina dentária, médica, psicológica, social, etc. Para pessoas com deficiência intelectual ou comportamental, da mesma forma que para crianças, faz-se o condicionamento lúdico psicológico do paciente especial, para que se obtenha sua cooperação, antes de quaisquer outros recursos e procedimentos.